Oficina de Escrita Criativa (dos 10 aos 15)

Ana Bela Cabral

Ana Bela Cabral

Decorreu no passado sábado (15-12-2012) a 2ª edição da nossa oficina de Escrita Criativa destinada a um público mais jovem (dos 10 aos 15 anos).

Uma vez mais, a iniciativa esgotou as inscrições disponíveis, o que prova o interesse que esta área desperta nos mais pequenos.

Esta 2ª edição foi dinamizada pela Prof. Rita Almeida, docente de Língua Portuguesa e Oficina de Teatro, e Responsável pelo Clube de Escrita da Biblioteca Municipal de Mangualde.

Uma ação de formação essencialmente prática que passou por atividades como a apresentação pessoal com base num objeto, sonho ou qualidade, o perfilamento da mão e respetiva descrição de sensações, a descrição da rotina diária com introdução de elementos “estranhos”, a leitura de pensamentos, a expressão de sentimentos com base na audição de determinadas músicas, a construção de diálogos orientados, entre outras.

Melhor do que descrever as tarefas desenvolvidas, deixamos aqui um dos contos criados. A atividade consistia em escrever um pequeno conto com base na primeira frase que se segue de um conto de Ana de Castro Osório: «Era uma vez um carvoeiro muito pobre que vivia com a sua mulher e sete filhos numa cabana ao meio de um bosque.»

Conto de Francisca Freitas (12 anos)

            Era uma vez um carvoeiro muito pobre que vivia com a sua mulher e sete filhos numa cabana ao meio de um bosque.

            Certo dia, enquanto batia com a pesada picareta numa pedra negra, esta partiu-se ao meio revelando uma pedra dourada que brilhava à luz da candeia pendurada sobre a sua cabeça. O carvoeiro, espantado, ergueu a pedra surpreendendo-se com o seu peso.

            Ouviu uma voz perguntar-lhe o que tinha encontrado. Escondeu o pedaço de ouro e disse, nervosamente:

– Nada, patrão!

            Assim que ele saiu do seu caminho, correu para a saída, felicíssimo com a pedra preciosa no seu bolso gasto.

            Mudou-se com a família para a cidade e comprou a velha mina, dando-lhe melhor uso do que o seu antigo proprietário.

Da nossa parte, fica a promessa de repetirmos a experiência, dado que acreditamos que este tipo de iniciativas, por mais singelas, marcam indelevelmente o percurso de quem nelas participa.

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