O Jardim e o Farol – Conversas em torno da motivação

Ana Bela Cabral

Ana Bela Cabral


No passado dia 23 de fevereiro, teve lugar a nossa segunda oficina de Filosofia e Motivação. Esta oficina centrou-se nos dois primeiros (de sete) símbolos d’O Monge que Vendeu o seu Ferrari, de Robin Sharma: o jardim e o farol.
De uma forma sintética, o jardim traduz o cultivar da mente, o afastar de todo o pensamento negativo, substituindo-o por um positivo. Esta imagem levou-nos a questionar os presentes sobre se se consideravam pessoas otimistas ou pessimistas. No geral, os participantes vêem-se como positivas, embora esse estado seja pontualmente condicionado por fatores como:
– a pressão (do trabalho, de prazos, de decisões);
– a solidão;
– a dúvida, a incerteza;
– os contextos em que se multiplicam pessoas negativas;
– a dificuldade em lidar com o erro.
Questionados sobre as estratégias que utilizam para afastar pensamentos negativos, os participantes indicaram:
– a procura de um interlocutor motivador;
– a procrastinação;
– ir “arejar”;
– ouvir música, jogar videojogos (estímulo Š carga/descarga);
– praticar desporto;
– meditar
Em jeito de conclusão, e citando autores como Lao Tse, Krishnamurti, Tal Bem Shahar e Deepak Chopra, a animadora sublinhou a ACEITAÇÃO como uma das melhores estratégias. Quando tomamos consciência e aceitamos que estamos a ter um pensamento negativo, mas que esse facto não irá solucionar a raiz do problema, estamos no bom caminho. A dor resulta, precisamente, do pensamento, da “análise do problema”. É importante não perder de vista que pensamentos não são factos, não são realidade e são passageiros. «Deixa de pensar e terminarão os teus problemas», diz Lao Tse.
Relativamente ao farol, o segundo símbolo, este vem associado – enquanto instrumento de orientação – ao Dharma (objetivo de vida) e à definição de objetivos que sejam possíveis de visualizar. De acordo com o monge de Sharma, são 5 os passos para tal:
1. visualiza os resultados do que pretendes;
2. exerce pressão positivo sobre ti mesmo/a;
3. define um prazo para o teu objetivo;
4. realiza a atividade durante 21 dias consecutivos;
5. diverte-te e percorre o caminho com entusiasmo.
Quando questionados sobre os seus hábitos de definição de objetivos, os participantes afirmaram definir objetivos genéricos a médio ou longo prazo (mentalmente), não o fazendo sistematicamente no quotidianos, para objetivos mais específicos. Pontualmente, utilizam agendas (em suporte papel ou eletrónicas), cadernos ou post-its.
Na sequência de uma anterior sessão sobre objetivos SMART, e após discussão de grupo, os presentes validaram a importância da definição diária de objetivos e comprometeram-se a sistematizar a sua prática.

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