Ouvir Vs Escutar: feedback dos mais jovens

Ana Bela Cabral

Ana Bela Cabral


Os especialistas em Comunicação que estudam os fenómenos ligados à Escuta Ativa explicam-nos que um dos motivos pelos quais não escutamos eficazmente tem a ver com o facto de o nosso pensamento ser mais rápido do que as palavras e, portanto, termos necessidade de “preencher os vazios”, interrompendo o nosso processo de interpretação mental e, muitas vezes, os nossos interlocutores.
Este ano, a convite da Prof. Rita Almeida do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto de Cinfães(escola básica) fui conversar com alunos do 8.º e 9.º anos sobre esta temática da Escuta Ativa, sobre as diferenças entre OUVIR e ESCUTAR, sobre os motivos que interrompem a escuta e sobre estratégias a adotar para melhorá-la e, por conseguinte, melhorar a nossa comunicação em geral.
A minha intervenção foi antecedida por uma pequena peça de teatro que ilustrou, de forma humorística, situações de “não comunicação” e foi protagonizada pelos professores do Clube de Comunicação da escola, e por um pequeno vídeo que o meu amigo Miguel Duarte gentilmente me cedeu. Foi fácil captar a atenção dos alunos e pô-los, de facto, a ESCUTAR. Por um lado, a utilização do humor como técnica para captar a atenção e aumentar os níveis de concentração, por outro, o facto de lhes ter levado uma mensagem do Miguel que os interpelou e lhes passou a palavra.
Percebi que a minha prestação tinha corrido bem pelo número de perguntas colocadas (o feedback dos alunos), pelas suas expressões animadas e pelo balanço de um aluno que, muito entusiasmado, exclamou: «Quando ouvimos, a informação entra por um ouvido e sai pelo outro; quando escutamos, a informação entra por um ouvido e fica.» Existe forma mais simples de explicar estes conceitos?
Diretora ABC

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