7 competências para 2023

7 competências para 2023
Ana Bela Cabral

Ana Bela Cabral

Introdução

O final do ano aproxima-se a passos largos.

É altura de balanços. De entre as várias tipologias de balanços, destaco o do apuramento das competências de que vamos necessitar para ter mais sucesso em 2023.

Quer estejamos à procura de novos desafios profissionais ou em plena reconversão de carreira, quer queiramos revitalizar a equipa, aumentá-la ou organizar formação para a mesma, essas competências podem servir de fio condutor.

Obviamente, haverá sempre competências específicas e hard skills de cada setor de atividade. Contudo, é possível listar um conjunto de competências que são transversais aos diferentes negócios.

A lista que partilho convosco resulta, em grande parte, da minha experiência como empresária e de alguém que procura sempre formas de melhorar o seu perfil pessoal e profissional.

Vamos a isso!

 

7 competências para 2023

As competências que se seguem não estão, necessariamente, listadas por ordem de importância. No entanto, quero começar por aquelas que considero ser, de igual modo, “qualidades humanas”.

  1. Integridade

 

28 anos de carreira dão-me alguma propriedade para afirmar isto: não é possível ser um bom profissional se não se é um bom ser humano. Ou, dito de outra forma, tenho MUITA dificuldade em trabalhar com pessoas que me deram provas de não serem íntegras, de não terem bom fundo ou de estarem à espera da primeira oportunidade para me espetarem uma faca nas costas (e o sentido figurado basta-me…).

 

  1. Curiosidade

 

Hoje, mais do que nunca, tens de ser curioso, escavar a origem das coisas, ouvires (quem diz “ouvir” diz “ler”) várias versões, procurar ir mais além. Aflige-me a inércia e a falta de entusiasmo. E desconfio que não sou a única “empregadora” que pensa assim. Dinâmica, proatividade, iniciativa são palavras de ordem.

 

  1. Adaptabilidade

 

Vivemos todos a mesma pandemia, certo? Então, sabemos TODOS o que esta palavra significa, porque tivemos TODOS de a colocar em prática. Muitas foram as tarefas que passaram para o formato online, as novas ferramentas com as quais tivemos de aprender a trabalhar. E este paradigma só agora começou. Esta volatilidade será cada vez mais acelerada e teremos de nos… adaptar.

 

  1. Liderança

 

Como assim não precisas de melhorar as tuas capacidades de liderança porque não és o CEO ou Diretor da empresa?! Isso não existe. A partir do momento que estamos no mercado de trabalho, quer trabalhemos em equipa, quer trabalhemos sozinhos, sermos líderes significa muito mais do que dar umas indicações a quem está abaixo na hierarquia. Significa gerirmos uma agenda, definirmos prioridades, persuadirmos outros, na mínima das aceções.

 

  1. Resolução de problemas

 

A partir daqui, a lista de competências entrecruza-se constantemente. Já aqui falei de curiosidade. A curiosidade também implica a capacidade de análise, obviamente, e o sentido crítico. Colocarmos em causa, quando necessário, sermos criativos e ecléticos nas metodologias de resolução. Por vezes, a resolução de um “problema” (prefiro a palavra “preocupação”…) pode estar onde menos se espera.

 

  1. Comunicação

 

Tenho a sensação de que já quase tudo foi dito sobre comunicação e de que não vou acrescentar nada de novo… Permitam-me contudo que acrescente 2 adjetivos: eficaz e assertiva. E a comunicação eficaz e assertiva passa pela escuta ativa dos nossos interlocutores, pela empatia, pelo dar e receber feedback, bem como pelo domínio de todas as questões que dizem respeito à comunicação verbal (sobretudo, a produção e expressão oral) e à comunicação não verbal (o que inclui a comunicação para-verbal).

 

  1. Trabalho colaborativo

 

Hoje, é praticamente impossível trabalharmos sozinhos. Mesmo se somos freelancers, empresários em nome individual, nómadas digitais, whatever. Independentemente do nosso estatuto, temos de encarar todo e qualquer interlocutor que se cruze no nosso caminho (físico ou digital) profissional como um colaborador, um parceiro de negócios.

 

Conclusão

 

A (minha) primeira conclusão é que temos de parar de responsabilizar as escolas, as universidades, os centros de formação, o governo e afins, pela nossa falta de sucesso e começarmos a nos responsabilizar por tudo o que nos acontece. Afinal, melhorar as acima referidas competências apenas depende de nós… Mãos à obra!

 

Segundo. Vai (quase) tudo parar ao mesmo… À bendita da inteligência emocional. Se somarmos estas 7 competências, chegamos rapidamente a um nível muito satisfatório de inteligência emocional. Vem aí o Natal e há livros muito bons sobre a temática. Fica a dica!

 

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